O dia em que eu descobri que desistir não precisa ser o final da história.
Hoje eu quero compartilhar com você uma experiência que eu vivi nos últimos dias e que causou um impacto muito forte sobre minha ideia a respeito de desistir.
Era uma vez…. brincadeira…. tá bom, não resisti!
Era um feriado aqui em Niterói, cidade onde moro atualmente e tínhamos programado uma aventura que há tempos queríamos fazer: subir o costão de Itacoatiara. Se você não mora em Niterói ou nunca visitou a cidade, certamente não sabe o que esse passeio significa. Deixo aqui um link com mais informações sobre o local para você conhecer mesmo que virtualmente:
Depois de dar um Google, a informação básica sobre o local é: Trilha marcada de 2 km em reserva natural com elevação de 216 metros até um mirante panorâmico nas montanhas. Tranquilo né? Parecia que sim.
Esse é o primeiro aprendizado confirmado – tudo na vida depende de inúmeras variáveis. E nessa minha experiência, algumas delas são: condicionamento físico, coragem e fôlego!
Antes de ir eu já tinha desistido – dentro de mim algo me dizia que eu não ia conseguir. Sentença dada antes mesmo de tentar. Mas, resolvi não dar ouvidos a esse pensamento e encarar a aventura.
Éramos em 5: eu, Antonio (meu marido), Gabi (minha filha), Luísa (minha sobrinha) e Philipe (noivo da Luísa). Eu era a mais despreparada e inexperiente na aventura.
Começamos! A primeira parte do caminho é uma trilha de subida entre as árvores, com o caminho razoavelmente delimitado por alguns troncos que muitas vezes pareciam degraus de uma escada esculpida pela natureza.
Meu fôlego já começou a falhar nessa parte. Eu não tinha a menor ideia para onde estava indo, afinal eu só conhecia a vista do Costão através das fotos de amigos publicadas nas redes sociais cheias de energia e felicidade nutrida pelo visual deslumbrante do topo da montanha. Mais um aprendizado – procurar informações básicas antes de me lançar nessa aventura teria sido mais prudente da minha parte.
Nem preciso dizer que meu ritmo de passadas era bem menor que o das pessoas que estavam comigo. Fica registrada a informação.
Venci o trecho da Trilha! Achei que estava arrasando quando me deparei com o início do trecho da pedra que mais parecia uma parede. Esse início tinha um cabo de aço para ajudar na subida – dá para imaginar o meu desespero?
Subimos agarrados ao cabo de aço – eu bem mais lenta como sempre, quando nos deparamos com o trecho maior da pedra que teríamos que vencer para chegar na tão sonhada vista. Cada um foi tentando e conseguindo como pôde e adivinha? Na minha vez não funcionou. Não consegui subir, meus pés escorregavam e eu me desesperei. Foi nesse momento que eu decidi desistir!
Falei que ficaria ali esperando pela volta deles e fui olhando em volta em busca de uma visão que me preenchesse durante esse tempo de espera. Encontrei uma paisagem deslumbrante da mata, da pedra, do mar e isso foi o suficiente para eu confirmar que minha decisão de desistir era a melhor que eu podia tomar naquele momento.
Eles seguiram. Eu fiquei.

Fiquei apreciando a paisagem, me deslumbrando com a beleza do dia, da natureza e observando as pessoas que iam chegando naquele ponto para prosseguir na aventura delas. Algumas se desesperavam assim como eu. Outras venciam o trecho com muita naturalidade. Mais um aprendizado – cada um vivencia e experimenta a mesma situação com os recursos que possui dentro de si.
Uma moça me chamou a atenção por caminhar por aquela pedra como se estivesse passeando num caminho reto, tranquilo e sem perigo. Com um sorriso no rosto, ela não só caminhava tranquila como saltitava em alguns momentos.
Eu permanecia ali, conformada com minha decisão, aguardando a volta do meu grupo.
Até a chegada de 2 homens que pareciam profissionais, equipados com roupas e sapatos apropriados e começaram a ajudar as pessoas a vencer aquele trecho. Fiquei observando pensativa se eu não deveria me arriscar em mais uma tentativa com a ajuda de um deles que fazia tudo ficar tão mais fácil.
Eu contei a ele que não tinha coragem e ele me respondeu que ele sempre tinha um estoque de coragem na mochila, inclusive poderia me entregar um pouco. Resolvi tentar novamente. Eis que me surpreendi ao seguir a orientação dele e perceber que minha tentativa anterior fracassou porque eu fui pelo caminho que não funciona para subir.
Ele me ofereceu seu ombro como apoio e eu consegui vencer aquele trecho que antes me parecia impossível. Minha decisão de desistir ficou para trás e eu me enchi de coragem para seguir e encontrar meu grupo. O caminho ainda foi mais longo do que eu imaginava. Encontrei o grupo já começando a voltar. Eles decidiram me esperar. Agradeci!
Eu pude então desfrutar de uma paisagem ainda mais deslumbrante do que aquela do meio do caminho quando eu desisti. Uma vista mais ampla que me permitia enxergar muito mais longe. O sentimento foi indescritível – emoção de alegria misturada com a sensação de superação de um desafio que eu não imaginava que conseguiria vencer.

A história continua com o desafio ainda maior da volta – minhas pernas já tinham se esgotado na subida. Mas, a continuação vai ficar para outro texto.
Com esse texto eu quero compartilhar com você meus aprendizados:
- Desistir no meio do caminho não precisa ser o final da história
- É possível desfrutar da beleza e se encantar com a paisagem ao longo do trajeto
- Aceitar ajuda nem de longe é sinal de fraqueza. Melhor ainda se for orientação de um profissional que já conhece o caminho – o homem que me ajudou era o guarda parque responsável por aquele lugar.
- E por fim, o mesmo caminho é percorrido de maneira diferente por cada um.
Por isso que eu não me canso de falar que a gente só consegue transformar nossa vida, inclusive a financeira, quando entende e respeita nosso momento e nossa história. A cada dia eu percebo a conexão total de tudo que vivemos com todas as áreas da nossa vida.
Você também tem uma história de superação na qual você nem imaginava que o desfecho seria a alegria e a sensação de ser muito mais capaz do que você poderia sonhar?
Compartilha aqui nos comentários! Vamos dividir nossas conquistas e me deixe saber como esse artigo te ajudou.






Respostas de 2
Mari!!
Sensacional!!
Estou emocionada!!
A frase que me marcou muito:
Desistir não precisa ser o final da história!
Muito feliz com nossas reflexões e crescimento .
Te amooo!!🥰🥰💋💋🌹🌹
Oi Maria !
Fico feliz em saber que estamos crescendo e evoluindo juntas!
Também te amo minha irmã.
bjssss